Ponto de ouro

Um ponto para falar de fotografia…

LIGHT PAINTING – O QUE É 14/05/2011

Filed under: Técnicas — simonezmr @ 13:52
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O light painting é uma técnica de iluminação fotográfica, que em tradução livre significa “pintar com a luz”.

A técnica consiste em movimentar uma fonte de luz, em um ambiente totalmente escuro (ou com pouca iluminação, bem próximo a escuridão), com a câmera programada para uma longa exposição e fixa em um tripé ou outro local que dê firmeza a ela.

Com a fonte de luz – que pode ser desde um isqueiro, até um flash, dependendo do que se planeja – o fotógrafo irá “pintar” o que ele quer que apareça na imagem.

O light painting não tem uma única forma de se fazer. Uma delas consiste em movimentar a fonte de luz na frente da objetiva, criando desenhos formados pelo rastro da luz, como na foto abaixo:

A outra consiste em iluminar um objeto com uma lanterna em movimento, criando um efeito diferente da iluminação contínua ou com flash.

Já nessa terceira foto,movimentei a lanterna atrás do vidro da garrafa:

Material necessário:

– Câmera com recurso de longa exposição;

– Tripé ou outro objeto que dê firmeza à câmera (uma cadeira, uma escada…);

– Lanternas de diferentes potências ou cores, isqueiros, laser, etc.;

– Celofanes de diferentes cores, caso só tenha uma cor de fonte de luz;

– Roupa escura, para não aparecer na cena.

Após decidir o que quer fazer e como utilizar o light painting, coloque a câmera em um lugar firme, programe ela para uma longa exposição, acione o botão disparador e mãos à obra!

Existem grupos no Flickr que trazem amostras excelentes de uso desta técnica. Quem quer conhecer a técnica, também não pode deixar de conhecer o trabalho do fotógrafo Renan Cepeda, que faz fotos incríveis utilizando o light painting.  http://www.renancepeda.com/

“Estou sempre perseguindo a luz. Ela transforma o comum em mágico.” Trent Parke

Um abraço, e até a próxima!

 

FAÇA-SE A LUZ! 22/04/2011

Este semestre dei início – finalmente! – ao meu TCC. Tá, eu sei que isso não interessa a vocês… mas meu objeto de pesquisa talvez interesse: iluminação!

Quando eu comecei a fotografar em estúdio, uma das minhas maiores dúvidas era a iluminação: Qual refletor? Qual potência? Onde colocar? Por quê?

Ok, quando a gente gosta, quer aprender logo e não tem muita paciência (sem generalizar). Minha afobação era tanta, que eu só consegui entender o processo de iluminação quando meu professor, Raul G. Miranda, indicou o livro “50 anos luz, câmera, ação”, do Edgar Moura.

Com a forma como Moura explica a iluminação, não tem como não entender: ao invés de graus, escalas, nanômetros e outros termos ligados à física, Moura nos “salva” usando termos simples e comparações conhecidas por todos.

Estamos acostumados com a luz – e as sombras – formados pela iluminação solar. É seguindo essa lógica que conseguimos um resultado natural dentro do estúdio.

Ataque, compensação e contraluz explicados com a Terra, o Sol e a Lua. Vale cada segundo da leitura!

M A S…. saindo da sinopse do livro e voltando ao nosso assunto, o que significam todos esses termos – ataque, compensação e contraluz?  E ONDE EU COLOCO MEU REFLETOR E COM QUE POTÊNCIA?? Rsrs…

Vamos por partes: esses termos são denominados pela posição da fonte de luz em relação ao objeto fotografado.

Imaginemos a câmera de frente para o objeto fotografado – por mais óbvio que possa parecer. A fonte de luz posicionada à frente do objeto é uma luz de ataque. A luz de ataque, geralmente é a luz principal da composição. Dependendo da intensidade dessa luz, pode-se precisar de uma compensação, que é uma fonte que atenua as sombras causadas pelo ataque. A compensação é uma luz suave, que não gera uma segunda sombra, apenas suavizando as sombras causadas pela luz de ataque. Não precisa ser, necessariamente, um refletor ou outra fonte elétrica. Um rebatedor ou mesmo uma placa de isopor podem ser usados como compensação.

O contraluz é a luz que fica posicionada atrás do objeto fotografado. Uma luz interessante e bonita para desenhar silhuetas, criar mistério, ou como já vi muito fotógrafo amador fazer – inclusive eu, antes de algumas aulas – estragar a foto. Falo estragar por usar o contraluz de forma inconsciente, sem saber o que esta forma de iluminação proporciona.

Hoje, com as câmeras digitais, não sei se isso ocorre com tanta frequência como acontecia na época dos filmes, que a foto  só vinha alguns dias depois, após ser revelada pelo laboratório, e não havia a possibilidade de refazê-la.

Um dos primeiros conselhos que os fotógrafos recebem é não apontar a câmera para a fonte de luz. Na verdade, se for consciente, e o fotógrafo só quiser desenhar silhuetas, é exatamente o que ele deve fazer…

O que o fotógrafo – ou qualquer outra pessoa – não deve fazer NUNCA, é olhar para o sol, a olho nu ou pelo visor da câmera, pois isso pode causar danos irreparáveis à visão!

“Luzes e sombras. Reputação é aquilo que você é na luz. Caráter é o que você é no escuro.” (via @fernandezbeto & @perlmanm)

Um abraço e até a próxima!

 

50 ANOS LUZ 11/02/2011

Filed under: Não categorizado — simonezmr @ 15:09
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Buenas galera!? Hoje a dica é para quem quer entender um pouco de iluminação. O livro 50 Anos Luz Câmera Ação, do Edgar Moura trabalha esse tema de maneira fácil e divertida. Duvido que restem dúvidas sobre ataque, compensação e contra luz após sua leitura. Didático e divertido, bom para quem está começando e para quem já está na área! Um abraço, e até a próxima!