Ponto de ouro

Um ponto para falar de fotografia…

FOTOGRAFIA SENSUAL E NU ARTÍSTICO 17/04/2012

Filed under: Dicas para iniciantes,Dicas técnicas,Técnicas — simonezmr @ 22:53

Sentir-se linda, amada e desejada. Qual a mulher que não sonha com isso? A fotografia sensual permite, em partes, que isso aconteça. Qual a mulher que nunca ficou fazendo poses, caras e bocas em frente ao espelho? Qual a garota que nunca se imaginou capa de revista, ao ficar sozinha frente ao seu reflexo? Se você é homem, pergunte à sua irmã, namorada ou amiga. Se ela negar, é bem provável que esteja mentindo! Maaaaasss… não se engane! Esse é um momento íntimo, solitário. A grande maioria não gosta de compartilhar esse tipo de informação – principalmente com homens. Mas essa é uma brincadeira – saudável – que mesmo a mais tímida das mulheres já fez secretamente.

A fotografia sensual, quando bem produzida, pode elevar a auto-estima da mulher. Contudo, seja para mostrar para os amigos ou apenas para o namorado/marido, muitas têm receio de fazer esse tipo de ensaio por vergonha ou insegurança quanto aos resultados. Também existe a preocupação com o que os outros vão pensar.

Essa é uma insegurança de certa forma, fundamentada. Sim, porque a linha que divide o sensual do vulgar é muito tênue. Um trabalho sensual, fica bonito. Um trabalho vulgar, fica apenas vulgar. Além disso, não são todos os profissionais que dominam essa categoria de fotografia – muitos nem sentem-se à vontade com esse tipo de trabalho. Para (tentar) ajudar quem deseja fazer esse tipo de foto, fiz algumas pesquisas e encontrei algumas dicas que trago compiladas abaixo para vocês! Espero que sejam úteis! 🙂

  • Lembre-se sempre que sensual e vulgar são coisas diferentes. A mulher provavelmente irá querer mostrar as fotos para os amigos e família.
  • Estabeleça uma relação de confiança com a modelo. Você pode tentar convencê-la a fazer uma determinada foto, mas ela deve sentir que tem liberdade para recusar, caso não se sinta à vontade.
  • Converse com a cliente antes do ensaio e tente descobrir o que ela tem em mente, o que deseja. Se for o caso, apresente referências de poses, figurinos, ambientes e iluminação. Crie o clima do ensaio com antecedência. Isso ajuda a criar confiança e aumenta as chances de um resultado satisfatório.
  • Conheça a personalidade da cliente. Se ela for tímida, é possível que não queira algo muito ousado. Mas não conclua nada sem conversar com ela. Talvez ela surpreenda pedindo algo que é justamente o oposto da sua personalidade e timidez.
  • Saiba se ela quer posar “normal” ou se quer incorporar um personagem.
  • Inspire-se em ensaios já publicados e editoriais de moda.
  • O ensaio deve ser bem planejado, e esse planejamento às vezes pode ser demorado.
  • Brechós podem ser interessantes para a construção do figurino.
  • Menos é mais! Um contraluz, revelando uma silhueta e/ou algumas texturas do corpo pode ser bem interessante.
  • Um olhar, uma transparência podem produzir ótimos resultados. Lembre-se que a sensualidade não está só na nudez.
  • Quando o fotógrafo está à vontade, ele não constrange a modelo. Se o fotógrafo fica envergonhado, ele transmite isso à fotografada. Em contrapartida, se fica tranqüilo, passa confiança.
  • Tente fazê-la soltar-se com o diálogo. Evite as bebidas alcoólicas, pois se houver exagero, o resultado não ficará legal. Se, eventualmente utilizar alguma bebida, pode aproveitar para fazer uma foto utilizando-a como objeto de cena.
  • Registre, não apenas a mulher, mas o universo feminino.
  • Explore a feminilidade, e não apenas o corpo.
  • Elogie a mulher durante o ensaio, mas use um palavreado agradável, delicado.
  • Se ela tiver dobrinhas, celulite ou estrias, pode-se cobrir o local com um tecido ou um acessório.
  • Aproveite a luz natural. Isso dá um ar feminino às fotos.
  • Fotografe-a como se ela fosse uma garota sozinha em casa. Preste atenção em gestos tímidos e acanhados e aproveite para clicá-los.
  • Conheça a locação e pense nas luzes e possibilidades antes do ensaio.

Lembrando que esse post foi escrito após uma pesquisa em outras publicações, é uma coletânea de dicas. Além disso, foi escrito enfocando a mulher, mas é válido também quando for fotografar homens! 🙂

Espero que tenha conseguido ajudar. Lembre ainda que a gentileza é fundamental – especialmente – nesse tipo de fotografia.

“O que nos faz diferente de máquinas? Eu diria que é a humanidade, mas uns perdem isso.” (Armando Vernaglia Jr.)

Um abraço e até a próxima!

 

Macro: a poesia do detalhe 21/02/2012

Filed under: Dicas para iniciantes,Dicas técnicas,Técnicas — simonezmr @ 21:21
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Enquanto muitos gostam de fotografar paisagens e mostrar a cena inteira, outros preferem concentrar-se nos pequenos detalhes. A macro permite registrar os detalhes, as particularidade que – quase – ninguém vê. A beleza escondida nos pormenores, que passam batidos, a macro revela de forma magnífica. Algumas vezes observadas à distância, como parte do todo, sem atenção especial. Outras vezes, ignorada simplesmente. A graça revelada pelas macros, agigantando miniaturas, transforma o ignorado em esplendoroso.
Muito comumente usada para fotografar flores e insetos, a macro também pode – e deve! – ser testada em outras situações, criando imagens fascinantes. Vamos à algumas dicas!

• Olhe o objeto fotografado de uma maneira que você nunca olhou. Caminhe ao redor dele, descubra ele, explore-o, busque ver o que ninguém mais vê. O que você não vê. Depois disso, escolha o ângulo à fotografar.
• Fotografe flores em macro logo após a chuva. Se a flor estiver muito “ensopada”, dê uns toques leves para que a água caia. Você também pode “criar” as gotas de chuva com o auxilio de um borrifador. Com ele, você pode controlar a distância do esguicho e o tamanho das gotas. Já se for fotografar em um dia de sol, certifique-se que o sol esteja atrás de você – a menos que a intenção seja fazer uma imagem em contraluz. Prefira os horários da manhã e do fim da tarde. Ao meio dia, com sol à pino, a foto poderá sair “chapada”, sem relevos e sem textura.
• ISO: Normalmente as macros são feitas ao ar livre, então, sempre que possível, dê preferência a um ISO menor, para diminuir o ruído e aumentar a nitidez.
• Vento: Ao fotografar na rua, o vento pode atrapalhar um pouco. Você pode utilizar velocidades mais rápidas ou tentar efeitos surrealistas com o vento sobre as flores. Ou pode usar um quebra-ventos – ou o próprio corpo – como proteção.
• Se você não tiver lentes macro ou tubos de extensão, pode usar lentes de aproximação ou mesmo o modo macro de sua câmera. Esse modo é representado por uma florzinha e está presente até mesmo nas câmeras compactas. Se necessário, consulte o manual da sua câmera para mais detalhes sobre a função.
• Outro truque para quem não tem lentes macro específicas: uma objetiva para câmera SLR, usada invertida em uma câmera compacta.
• Em velocidades baixas (inferiores a 1/30s), a chance de “tremer” é maior. Evite ou utilize o tripé e cabo disparador.
• Também é interessante o uso de um tripé e um cabo disparador para reduzir a trepidação. Na ausência do cabo disparador, pode-se ainda usar um controle remoto ou a função timer da câmera. Agora, se não houver um tripé, segure a câmera com firmeza e procure apoiar-se em algo para ter mais sustentação.
• O fundo da imagem também é importante. De preferência a fundos naturais – ou quase.
• Use o diafragma mais fechado (f/16 ou f/22) para aumentar a profundidade de campo, deixando o objeto em cena todo em foco.
• Por outro lado, diafragmas como f/5.6 ou f/4, oferecem profundidade de campo menor, destacando um objeto de interesse na imagem e deixando o segundo plano desfocado.
• Focalize sempre na parte que quer destacar ou no primeiro plano.
• Paciência. Assim como em qualquer área da fotografia, na macrofotografia paciência é fundamenta. A ansiedade só atrapalha, já que a focalização é delicada.
• Use o foco manual. O autofoco é mais lento e pode enganar.

Bem, hoje minhas dicas são essas. Espero que sejam úteis! =)

“Se uma foto não está suficiente boa, é porque você não se aproximou o suficiente do fato.” (Robert Cappa)

Assunto sugerido pela amiga Carla Paiva.
Um abraço, e até a próxima!

 

UM POUCO DE LUZ 15/01/2012

Filed under: Dicas para iniciantes,Dicas técnicas,Técnicas — simonezmr @ 20:24
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Após um período afastada do blog em razão do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), volto a escrever – agora como bacharel em Publicidade e Propaganda! Meu TCC – não poderia ser diferente – foi sobre fotografia. Com o título “Fotografia Publicitária: como ocorre a geração e controle de luz e a sua utilização na iluminação de objetos reflexivos”, pesquisei a luz e o resultado de diferentes formas de iluminar.

Como “modelo”, utilizei uma garrafa de vinho branco, em formato cilíndrico, lisa, de cor verde e transparente. Por que é tão importante descrever a garrafa? Porque se ela fosse quadrada ou triangular (ou outro formato), e ainda, se houvesse relevos na garrafa, os resultados seriam diferentes dos obtidos, já que a luz refletiria em ângulos diferentes. Dessa forma, optei por uma garrafa mais simples e comum.

Neste post, tentarei citar os principais pontos da pesquisa, que em breve poderá ser conferida na íntegra. Assim que ela for disponibilizada, eu passo o endereço para vocês! 😉

1° ponto: Por que este tema. Porque a luz é a matéria prima da fotografia. É necessário saber onde colocar a luz e porque ela deve ser colocada em determinada posição. Ou seja, não basta simplesmente ligar o equipamento e iluminar a cena. A posição do refletor, a potência utilizada e até os acessórios acoplados farão toda a diferença no resultado da fotografia. Se em fotojornalismo o fotógrafo tem que contar também com a sorte, já que por vezes depende da iluminação ambiente e é tudo muito dinâmico, na foto publicitária é o fotógrafo quem controla a situação. Geralmente, a fotografia é feita em estúdio, e mesmo quando não é, “cria-se” um estúdio, permitindo ao fotógrafo decidir por onde e como iluminar, de acordo com o resultado desejado. Por isso, mais importante que conhecer o equipamento de luz, é conhecer a própria luz.

Uma boa foto em estúdio pode até ser resultado da sorte. Mas é bem melhor que ela seja resultado de uma luz pensada e consciente, permitindo sua reutilização futura.

2° ponto: O que é luz. A luz é uma estreita faixa de radiação eletromagnética à qual o olho humano é sensível. Esta faixa é uma luz branca, que pode ser decomposta em sete cores, que formam as cores do arco-íris, conforme pode ser visto na figura abaixo:

A luz branca é o que nos permite identificar a cor de qualquer objeto: só é possível identificar a cor de um objeto se o comprimento de onda deste objeto estiver presente na luz que o iluminar. É por isso que quando vemos o mesmo objeto em situações diferentes de luz, este objeto parece “mudar de cor”.

3° ponto: A temperatura de cor. A temperatura de cor é medida através da temperatura de cor Kelvin (não graus Kelvin). A escala leva em conta a cor da luz emitida por um objeto quando este é posto em aquecimento e torna-se muito quente. Primeiro, ele fica incandescente e adquire uma cor vermelha; depois branca, e por fim, se o aquecimento for suficiente, azul.

A temperatura Kelvin (K) pode ser obtida a partir da temperatura Celsius (C), através da equação T(K) = T(C) + 273.

A temperatura de cor do Sol é algo em torno de 5700K. observe na figura abaixo que quanto mais alta a temperatura de cor, mais azul é a luz.

É importante chamar a atenção para um ponto que pode causar confusão em quem está iniciando no assunto: Estamos acostumados com o conceito das Artes, que considera o vermelho quente, por estar associado ao fogo, e o azul frio, por estar associado ao gelo. Entretanto, a escala Kelvin considera as mudanças de cor de um material em função do aumento de calor.

4° ponto: A luz do Sol. Ao se pôr e ao se levantar, o sol é mais amarelo que ao meio dia. Isso porque, quando está no horizonte, a luz do sol tem que enfrentar muito mais atmosfera que ao meio dia. Observe a figura abaixo:

Isso explica também a eterna dúvida infantil: “por que o céu é azul?”. A resposta, entretanto, creio que não seja tão simples para uma criança entender: a luz – branca – do Sol é filtrada pela atmosfera (céu), que reflete o azul e deixa passar o amarelo.

5° ponto: Lâmpadas de filamento de tungstênio (incandescente). É composta por um filamento de tungstênio em uma atmosfera de gás inerte de baixa pressão dentro de um invólucro de vidro. O funcionamento dessas lâmpadas se dá com a circulação de corrente elétrica através de um filamento de tungstênio. Essa movimentação produz um intenso aquecimento do metal, que passa a emitir luz. Essa luz consegue atingir um ponto máximo de temperatura de cor em 3650K, que corresponde ao ponto de fusão do tungstênio. Entretanto, parte do tungstênio se evapora e se deposita na parte interna do bulbo, modificando a energia luminosa emitida e alterando a temperatura de cor.

6° ponto: Lâmpadas fluorescentes. Esse tipo de lâmpada não produz cores em um espectro contínuo, mas gera ma combinação desagradável de verde e magenta/laranja. Além disso, essa lâmpada produz oscilações.

Quanto a construção da lâmpada, trata-se de um tubo parcialmente em vácuo, com uma pequena quantidade de mercúrio. Uma corrente elétrica atravessa o tubo, o que faz o vapor de mercúrio emitir uma luz ultravioleta (UV) muito forte. O interior do tubo é revestido com fósforos – material fluorescente – que absorve a luz UV e emitem a luz visível. A coloração da lâmpada dependerá da composição desses materiais.

7° ponto: Flash eletrônico. Ele substituiu as lâmpadas de tungstênio quase por completo. As grandes vantagens do flash são: emissão de luz proporcionalmente grande em relação à energia consumida, curta duração do clarão (permitindo congelar os movimentos), semelhança com a luz natural em termos de cor e constância na tonalidade de cor. O flash também emite pequena quantidade de calor.

Por fim, o objeto fotografado – a garrafa – foi exposto a 15 tipos diferentes de iluminação. Em cada uma das situações foi apresentado o esquema de luz com o resultado obtido, os dados técnicos da foto e uma análise do que funcionou e do que não deu certo em cada situação. O trabalho e a bibliografia utilizada poderão ser conferidos em breve, conforme citado no início do post.

“Na fotografia e na vida, tudo o que não tiver foco, vira ponto de confusão.” Maxwell Vilela

Um abraço, e até a próxima!

Conforme o prometido, aqui está o link da monografia na íntegra! =)

Fotografia Publicitária: como ocorre a geração e controle de luz e a sua utilização na iluminação de objetos reflexivos

 

EXPOCOM 2011 – ETAPA SUL, FOTOGRAFIA PUBLICITÁRIA 29/05/2011

Filed under: Dicas para iniciantes,Editorial — simonezmr @ 14:57
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Quero aqui, parabenizar a minha colega Nádiane Schiefferdecker que ficou em primeiro lugar na categoria “Fotografia Publicitária” no Intercom Sul 2011, na Expocom.

Ela estava nervosa para apresentar e completamente tensa com alguns problemas do TCC que tem que entregar até terça, 31/05/11. Felizmente, seu conhecimento sobre fotografia e domínio da técnica permitiram que ela tivesse um bom desempenho.

Quero ainda parabenizar os outros candidatos, muitos com fotos incríveis também. Se algum deles estiver lendo o blog, indico que sigam os conselhos da banca. Alguns podem ter sido duros demais e até contraditórios com o que aprendemos na academia, mas acho que tudo que foi falado, contribui sim para a evolução de cada um de nós que ouvimos o que eles falaram.

Apesar de a banca ter dito que “tal coisa não vende”, lembro que estamos na academia, que é o lugar de experimentação. É aqui que podemos experimentar e, justamente, fazer o que não poderemos fazer no mercado. Quanto ao conselho de que “a modelo emagreça 20 kg” achei EXTREMAMENTE desagradável e desnecessário! A moça da foto era bonita (se ela emagrecer 20 kg vai ficar horrível!) e acho que está mais do que na hora de quebrarmos alguns pré-conceitos do mundo da moda. Será que a roupa só vende porque a modelo é magra ou será que está faltando coragem de colocar modelos GG em campanhas publicitárias e de moda? Desculpem, mas realmente achei ABSURDO o que foi dito naquela banca para alguém que está em uma academia, onde aprendemos que devemos QUEBRAR e não REFORÇAR ideias pré-concebidas!

Como quebrar um preconceito, se uma tentativa é criticada de forma tão violenta?

Ah, a modelo que “deve emagrecer 20 kg” aparenta usar, no máximo, um tamanho M…

Um abraço, e até a próxima!

 

PESQUISA, PESQUISA E PESQUISA! 18/05/2011

Filed under: Dicas para iniciantes,Equipamento — simonezmr @ 19:50
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Beleza, galera!?

Bom, hoje eu vou apenas deixar uma dica, que vocês já devem ter visto ou ouvido milhaaaaares de vezes – alguns talvez até já tenham o hábito: PESQUISEM MUUUUUITO quando quisem comprar ou trocar a câmera de vocês – isso se extende aos acessórios em geral e tudo que faz parte da fotografia.

Estou procurando uma câmera para mim, e como alemoa “pão dura” fui pesquisar o menor preço…

Resultado: fiquei APAVORADA com as diferenças de preço de uma loja para outra. As diferenças chegam a passar de R$ 2.000,00 (sim, dois mil, não pus zero a mais!), e isso falando só em lojas brasileiras, sem pesquisar no exterior, que como vocês sabem, por vezes tem preços muito menores que os nossos!

E mais, pesquisei apenas valores à vista, no parcelamento, com os juros acrescentados, é bem possível que esse valor aumente ainda mais!!

Um abraço, e até a próxima!