Ponto de ouro

Um ponto para falar de fotografia…

FAÇA-SE A LUZ! 22/04/2011

Este semestre dei início – finalmente! – ao meu TCC. Tá, eu sei que isso não interessa a vocês… mas meu objeto de pesquisa talvez interesse: iluminação!

Quando eu comecei a fotografar em estúdio, uma das minhas maiores dúvidas era a iluminação: Qual refletor? Qual potência? Onde colocar? Por quê?

Ok, quando a gente gosta, quer aprender logo e não tem muita paciência (sem generalizar). Minha afobação era tanta, que eu só consegui entender o processo de iluminação quando meu professor, Raul G. Miranda, indicou o livro “50 anos luz, câmera, ação”, do Edgar Moura.

Com a forma como Moura explica a iluminação, não tem como não entender: ao invés de graus, escalas, nanômetros e outros termos ligados à física, Moura nos “salva” usando termos simples e comparações conhecidas por todos.

Estamos acostumados com a luz – e as sombras – formados pela iluminação solar. É seguindo essa lógica que conseguimos um resultado natural dentro do estúdio.

Ataque, compensação e contraluz explicados com a Terra, o Sol e a Lua. Vale cada segundo da leitura!

M A S…. saindo da sinopse do livro e voltando ao nosso assunto, o que significam todos esses termos – ataque, compensação e contraluz?  E ONDE EU COLOCO MEU REFLETOR E COM QUE POTÊNCIA?? Rsrs…

Vamos por partes: esses termos são denominados pela posição da fonte de luz em relação ao objeto fotografado.

Imaginemos a câmera de frente para o objeto fotografado – por mais óbvio que possa parecer. A fonte de luz posicionada à frente do objeto é uma luz de ataque. A luz de ataque, geralmente é a luz principal da composição. Dependendo da intensidade dessa luz, pode-se precisar de uma compensação, que é uma fonte que atenua as sombras causadas pelo ataque. A compensação é uma luz suave, que não gera uma segunda sombra, apenas suavizando as sombras causadas pela luz de ataque. Não precisa ser, necessariamente, um refletor ou outra fonte elétrica. Um rebatedor ou mesmo uma placa de isopor podem ser usados como compensação.

O contraluz é a luz que fica posicionada atrás do objeto fotografado. Uma luz interessante e bonita para desenhar silhuetas, criar mistério, ou como já vi muito fotógrafo amador fazer – inclusive eu, antes de algumas aulas – estragar a foto. Falo estragar por usar o contraluz de forma inconsciente, sem saber o que esta forma de iluminação proporciona.

Hoje, com as câmeras digitais, não sei se isso ocorre com tanta frequência como acontecia na época dos filmes, que a foto  só vinha alguns dias depois, após ser revelada pelo laboratório, e não havia a possibilidade de refazê-la.

Um dos primeiros conselhos que os fotógrafos recebem é não apontar a câmera para a fonte de luz. Na verdade, se for consciente, e o fotógrafo só quiser desenhar silhuetas, é exatamente o que ele deve fazer…

O que o fotógrafo – ou qualquer outra pessoa – não deve fazer NUNCA, é olhar para o sol, a olho nu ou pelo visor da câmera, pois isso pode causar danos irreparáveis à visão!

“Luzes e sombras. Reputação é aquilo que você é na luz. Caráter é o que você é no escuro.” (via @fernandezbeto & @perlmanm)

Um abraço e até a próxima!

 

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